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ENSINE A MENTE A FOCAR

A atenção humana é naturalmente dispersiva. Ela precisa do apoio da autoconsciência para fazer *escolhas*, para se comprometer com um objetivo e para manter-se nele até obter o resultado que se propôs alcançar.


"Aquela imagem, vídeo ou notícia parecem mais interessantes do que aquilo que estou fazendo", "…aquele pedido parece mais urgente…", "…um programa me parece imperdível"…, "…a oportunidade me parece tão única…". Qualquer coisa que parece trazer alívio para a mente exausta ou até mesmo uma nova preocupação que pode manter a mente ocupada o suficiente para não ter que lidar com o que realmente a desafia ou incomoda. Tudo pode atravessar o tempo e o planejamento do dia para, depois, gerar insatisfação, culpa e auto-descrédito.


O desafio é que atenção da mente está sendo bombardeada por novos estímulos, inquietantes ou sedutores. A diversidade de conteúdos (os “super-estímulos”) disponíveis nas redes sociais intensificou um processo que sempre esteve presente no ser humano. Mas agora se tornou valioso demais. Todo o mundo está disputando a sua atenção, inclusive você!!

Muitas vezes, os incontáveis gatilhos para a distração surgem dentro do próprio ambiente mental, no excesso de pensamentos que trazem dúvidas, excitação exagerada, medos, julgamentos de desvalia, projeções ansiosas, memórias desconfortantes revisitadas constantemente, ou outros estados internos desfavoráveis ao bem-estar psicoemocional e à saúde pessoal.


Para ativar a concentração, a própria natureza da mente pedirá que se atribua pelo menos 3 elementos-chaves:

1_ *Um sentido / propósito O que eu ganho com isso? Essa pergunta sempre surge quando a mente se sente desconfortável. Então, conecte-se ao valor essencial daquele objetivo que você escolheu estabelecer para si mesmo deixando bem claro o valor da sua escolha.

2_ * Um contexto Questione sua distração, veja se ela é necessária. Talvez você precise “ganhar um fôlego”, energizar, mas coloque um limite para isso. Esteja consciente do prejuízo que terá se usar as distrações como justificativas para negligenciar seu compromisso e o bom uso do seu tempo.

3_ * Um prazo Por quanto tempo posso/devo sustentar uma distração ou um foco? Você precisa conhecer seus limites e dar um parâmetro sustentável para evitar que a mente resista ou continue insistindo em fugir do compromisso estabelecido.

Observe esse processo acontecendo em sua própria rotina.

Atribua um objetivo bem claro sobre o qual escolhe concentrar sua atenção. Alimente seu propósito, observe o seu contexto e defina um tempo adequado para cada tarefa. A disciplina pode/ deve ser parte do processo, mas também cuide para não tencionar nada, desnecessariamente.

Lembre-se de que — quem é vivo — está em permanente aprendizado sobre a vida e sobre si mesmo!! Deixe que seja natural. E ensine a mente a colaborar com suas escolhas.

Depois me conte se essa dica foi útil!! Um bom e gostoso abraço, com amor,

Cinara Bastos.

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